Suíca volta a cobrar criação da lei anticalote em Alagoinhas: “Evitaria constrangimentos”

Suíca volta a cobrar criação da lei anticalote em Alagoinhas: “Evitaria constrangimentos”

Compartilhar

A polêmica envolvendo a falta de transparência e fiscalização na contratação das empresas pela prefeitura de Alagoinhas, no nordeste da Bahia, foi alvo de críticas do vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT). Nesta segunda-feira (9), o edil voltou a pedir a criação da lei anticalote e disse que todos os setores da prefeitura sofrem com os mesmos problemas de atrasos salariais e de não pagamentos de benefícios.

“É um cenário de calote histórico em Alagoinhas. Por isso se faz necessário o projeto anticalote. A prefeitura precisa cumprir com suas prerrogativas e a empresas com as suas, trabalhador terceirizado nenhum deve passar por constrangimentos. Essa lei evitaria constrangimentos. Alagoinhas tem um histórico de permitir que seus filhos tomem calotes de empresas irresponsáveis”, dispara Suíca.

De acordo com o petista, o caso mais recente envolve 300 trabalhadores terceirizados da empresa QualiServ. Um dos proprietários já apontou que a empresa passa por uma situação difícil junto à prefeitura. “São cerca de 300 trabalhadores sem cobertura do órgão público. Os perdedores são os trabalhadores e a empresa. Devido aos constantes atrasos em pagamento de faturas mensais, a empresa não tem mais como pagar, porque está sem a cobertura da prefeitura.

Suíca ainda aponta que na audiência pública que realizou em Alagoinhas este ano, levou o projeto de lei para debate. “Levei uma proposta da lei anticalote, pois isso possibilitaria que a prefeitura pudesse fazer o pagamento direto. Já existe a solução, só é preciso vontade política para resolver a situação e parar de tentar enganar o trabalhador com nota para a imprensa”, completa.