Mais de 350 prefeitos se reúnem com bancada federal na UPB, após...

Mais de 350 prefeitos se reúnem com bancada federal na UPB, após marcha e audiência na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba)

Compartilhar
Foto (arquivo Bahia em Alerta)

Cerca de 350 prefeitos baianos fecharam as portas das prefeituras nesta quinta-feira (26), em protesto contra as dificuldades enfrentadas pelos municípios em função da crise econômica. Eles fizeram uma passeata da sede da União dos Municípios da Bahia (UPB) até a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), onde participaram de uma  audiência pública para discutir o tema e pretendem reivindicar a liberação R$ 4 bilhões do governo federal para fecharem as contas no final do ano.

No período da tarde os prefeitos se reuniram no auditório UPB com os representantes do Congresso Nacional, esteve presente o senador Otto Alencar (PSD), senadora Lídice da Mata (PSB), deputado federal Bebeto Galvão (PSB) e o deputado Cláudio Cajado (DEM). Na abertura, o diretor da entidade e prefeito de Belo Campo, José Henrique Tigre, solicitou o apoio dos parlamentares para conquistar no pleito de R$4 bilhões de auxílio financeiro para os municípios brasileiros fecharem as contas até o final do ano.

Para o deputado federal Cláudio Cajado, o movimento deve construir uma pauta enxuta e os parlamentares devem prestar apoio à causa municipalista “independente da sua posição política partidária”.

Já o deputado federal Bebeto Galvão, criticou o teto imposto pelo governo federal para investimento e custeio da saúde e educação. “Essa agenda não é apenas da governança dos prefeitos, mas, sobretudo, da melhoria do padrão de receita dos municípios”, afirmou.

Na ocasião, o senador Otto Alencar listou uma série de desonerações feitas desde 2002, que implicaram na redução da arrecadação dos municípios. “Sempre que há uma crise nacional, a retenção ou a diminuição dos recursos são feitos nas contas das prefeituras”.

A senadora Lídice da Mata ressaltou que os municípios estão na quebradeira generalizada.  “Não é mais possível assistir à quebradeira generalizada dos municípios, enquanto o governo federal canaliza os parcos recursos para garantir governabilidade. Os recursos precisam estar com os prefeitos, pois estes é quem conhecem a realidade de suas cidades e a necessidade da população”, afirmou a senadora.

Com a situação, a população tem reclamado e responsabiliza os gestores municipais, segundo prefeito de Coração de Maria, Paim da Farmácia (PT). “A população reclama, e com razão. Se não tiver uma reviravolta, as prefeituras vão ter que fechar as portas”. Por lá, o gestor enfrenta outro problema comum aos demais: a falta de investimentos em obras estruturantes. “As prefeituras de menor porte sofrem por não ter receita própria. Dependem da União. Mal estamos conseguindo pagar as despesas fixas, e as obras ficam de lado”, conta.